Segundo a corporação, o caso teve origem em um comentário publicado no Facebook (rede social da Meta, empresa que tem atividades proibidas na Rússia por serem consideradas extremistas) em uma postagem que divulgava a agenda de Flávio, que fará uma motociata na próxima segunda-feira (17) na cidade mineira. No comentário, o autor escreveu a frase "dessa vez deixa cmg (comigo)", acompanhada de emojis de faca.
A ameaça foi identificada na quinta-feira (13) pela Sala de Situação de Inteligência da Polícia Legislativa, que monitora riscos a parlamentares durante o período eleitoral. No dia seguinte, a corporação obteve, junto à Meta, dados que permitiram identificar o responsável pela publicação.
Conforme as investigações apontaram, o suspeito de publicar as mensagens mora a cerca de 400 metros do local onde está prevista a agenda de campanha. Mais detalhes do investigado foram preservadas e o caso foi encaminhado ao Ministério Público de Minas Gerais. Flávio formalizou representação criminal após ser informado do episódio.
De acordo com a coluna Painel, da Folha de S.Paulo, a Justiça autorizou busca e apreensão contra o suspeito e determinou a quebra do sigilo telemático dele. O investigado também ficou proibido de se aproximar ou contatar o senador, inclusive por redes sociais, e de frequentar locais onde ele tenha agenda pública.
O senador começará oficialmente a campanha na segunda-feira em Juiz de Fora, cidade que carrega um simbolismo para a família do candidato, foi na mesma cidade que o pai dele, o ex-presidente Jair Bolsonaro, sofreu um atentado a faca durante ato de campanha, em 6 de setembro de 2018.


