O estudo descobriu que a potência das emissões é cerca de 100 vezes maior do que as estimativas anteriores e comparável à energia de vários bilhões de supernovas, detalha portal Space.com.
Buracos negros supermassivos são conhecidos por sua capacidade de atrair matéria. No entanto, novas pesquisas mostraram que eles também emitem enormes quantidades de energia. Descobriu-se que os ventos gerados por um buraco negro ativo eram cerca de 100 vezes mais poderosos do que os astrônomos supunham anteriormente.
O estudo foi conduzido por Satoshi Yamada da Universidade de Tohoku, no Japão. O cientista e seus colegas observaram quasar H1821+643 na constelação do Dragão. Os resultados do estudo foram publicados na Nature Astronomy.
Este objeto está localizado a cerca de 3,4 bilhões de anos-luz da Terra, e a galáxia do quasar contém um buraco negro supermassivo ativo. Cientistas estimam que ele tenha de 3 bilhões a 4 bilhões de vezes a massa do Sol.
Os pesquisadores usaram o satélite de raios X XRISM, lançado pela Agência Espacial Japonesa em 2023. Especialistas monitoraram a assinatura química de átomos de ferro ionizados no gás quente circundante. Eles estudaram como a luz desses íons se estica e se expande, determinando assim a velocidade e o grau de turbulência do gás.
Observações mostraram que a turbulência é causada pela energia emitida por um quasar. O seu impacto estende-se a uma distância de cerca de 300.000 anos-luz do buraco negro. Trata-se do triplo do diâmetro da Via Láctea.
A descoberta de cientistas japoneses pode mudar a percepção dos efeitos dos buracos negros no meio ambiente, e os pesquisadores continuarão a estudar esse fenômeno. Novos dados ajudarão a compreender melhor a evolução das galáxias.


