Apesar do apoio, Tarcísio ressaltou que seu governo não leva em conta "a coloração partidária" e atua de forma pragmática. A sigla do governador, que tem representação em um dos ministérios da gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), declarou neutralidade na disputa nacional.
O governador paulista foi questionado sobre ter mais votos em São Paulo que Flávio Bolsonaro, enquanto o adversário nas eleições, o ex-ministro da Fazenda Fernando Haddad (PT), não consegue repetir o desempenho de Lula no estado, conforme apontam as últimas pesquisas.
"A gente acaba capturando também votos de pessoas que estão pensando na Presidência da República no outro candidato. Mas a gente aqui vai estar junto do Flávio. Vamos acompanhar bastante a trajetória dele", declarou.
A pesquisa do Datafolha divulgada na última sexta-feira (21) mostrou Tarcísio de Freitas com 45% das intenções de voto, enquanto Haddad tem 27% no primeiro turno. Na sequência, aparecem Vera Lúcia (PSTU), com 4%; Carlos Machado (PCB) e Policial Edjane (Agir), com 3%; Vivian Mendes (UP), com 2%; e Izadora Dias (PCO), com 1%. Em eventual segundo turno, Tarcísio tem 54% e Haddad aparece com 35%.
Aliado a isso, Tarcísio pontuou que a atuação do Executivo estadual junto aos municípios paulistas ocorre sem levar em conta o partido das gestões locais. "Isso ajuda muito, o alinhamento com a maioria das prefeituras, a maioria absoluta. E, claro, a gente sempre trabalha com as prefeituras, independentemente da coloração partidária. Pragmatismo sempre foi uma marca nossa."
O governador ainda defendeu que tanto Flávio quanto Lula não adotem estratégias para evitar o comparecimento a debates. Para o candidato à reeleição, a participação é crucial para que os eleitores saibam "qual direção vão tomar e qual é o plano para o Brasil".


