As Forças Armadas da Ucrânia realizaram um novo ataque de drones em regiões russas na madrugada desta segunda-feira (24), atingindo diversas instalações da empresa de comércio eletrônico Wildberries e Ozon. Na região de Krasnodar, duas crianças morreram em um dos ataques.
O governador da região de Krasnodar, Veniamin Kondratyev, disse que “detritos de drone” caíram sobre um centro infantil privado. Outras sete crianças e dois adultos ficaram feridos.
Foi relatado também que drones atingiram centros logísticos das empresas varejistas Ozon e Wildberries nas regiões de Samara e Orenburg, bem como nas regiões do sul de Krasnodar, Makhachkala, Adygeysk e Nevinnomyssk.
A assessoria de imprensa da Ozon informou que não há vítimas em Adygeysk e Nevinnomyssk, e as instalações e mercadorias em seu interior estão “em ordem”. No entanto, várias pessoas ficaram feridas em Makhachkala e receberam assistência médica. O ataque neste alvo causou um incêndio no local. O armazém não está recebendo entregas e as mercadorias ali armazenadas ficarão indisponíveis.
Centros de distribuição da Wildberries em diversas regiões da Rússia têm sido alvos frequentes de ataques com drones desde meados de julho. Já os ataques das forças militares ucranianas contra os armazéns da Ozon aconteceram pelo terceiro dia consecutivo.
Reação do Kremlin
O porta-voz da presidência da Rússia, Dmitry Peskov, ao comentar os recentes ataques das Forças Armadas da Ucrânia nesta segunda-feira (24), afirmou que a Ucrânia sente as consequências de suas ações todas as noites e continuará a senti-las.
“Aqui é importante lembrar as palavras do presidente: vocês abriram a caixa de Pandora e agora estão recebendo a resposta”, declarou Peskov, se referindo a uma declaração do presidente russo, Vladimir Putin.
Peskov observou que os ataques à infraestrutura comercial russa não mudam a situação na linha de frente. Segundo ele, o governo está monitorando a situação após os ataques e, juntamente com as empresas, está desenvolvendo possíveis medidas de apoio.
Ao mesmo tempo, Putin assinou, nesta segunda-feira (24), um decreto sobre medidas para garantir a segurança de instalações de infraestrutura crítica na Federação Russa em meio às ameaças crescentes durante o conflito com a Ucrânia.
De acordo com o documento, o suporte inclui instalações nos setores de combustíveis e energia; indústria; comunicações; infraestrutura de serviços públicos, transporte e logística, incluindo complexos de transporte e logística, entre outras.
O decreto prevê que, se os responsáveis pela segurança dessas instalações não conseguirem garantir adequadamente a sua proteção, o governo, mediante instrução presidencial, estará autorizado a impor uma gestão temporária sobre elas.
