O campus Governador Valadares da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF-GV) conta com um novo Plano de Gestão para o quadriênio 2026–2029. Aprovado em reunião do Conselho Gestor, o documento busca conciliar metas estruturantes com metas estratégicas e operacionais, que incluem ações práticas voltadas à melhoria do dia a dia da comunidade acadêmica.
Elaborado a partir de um amplo processo de escuta, com formulários online e reuniões presenciais nos departamentos, o plano nasce do reconhecimento das conquistas recentes e dos desafios que ainda persistem.
Os resultados do ciclo anterior, com 81,3% das metas cumpridas, servem de base para o novo período. Entre os avanços alcançados estão a captação de R$ 80 milhões do PAC para o campus, o início das obras da Odontologia e da Unidade Santa Rita, além da ampliação em mais de 95% do orçamento anual em comparação a 2020. “Isso mostra que temos capacidade de execução e planejamento”, avalia Ricardo Grünewald, coordenador administrativo da UFJF-GV.
Os objetivos do novo plano abrangem desde a modernização administrativa até a construção de infraestrutura. Entre as metas estruturantes, de prioridade máxima, estão a implantação do campus unificado, a viabilização de um Hospital Universitário e a redução significativa das vagas ociosas em alguns cursos de graduação. Segundo o coordenador administrativo Ricardo Grünewald, o plano foi organizado para permitir que melhorias imediatas avancem paralelamente à construção das condições necessárias para transformações de longo prazo.

Ricardo Grunewald, coordenador administrativo da UFJF-GV, foi quem coordenou a criação do plano de gestão (Foto: Aloisio Coelho)
Ele ressalta que todas as metas foram formuladas de maneira realista e vinculadas a ações executáveis ou encaminháveis durante os quatro anos de vigência. “Isso não significa prometer a conclusão integral de projetos como o campus unificado ou o Hospital Universitário nesse período, já que suas concretizações dependem de decisões, recursos e articulações que vão além da competência da Direção-Geral. Significa, contudo, assumir compromissos objetivos com as etapas que estão ao alcance da gestão, tais como estudos, planejamento, articulação institucional, captação de recursos e encaminhamento dos processos necessários”, explicou Grünewald.
Um exemplo citado por Grünewald é a meta I1MO9, que prevê “elaborar o projeto executivo modular do Campus Unificado em terreno a ser definido”, tendo como indicador sua aprovação pelo Conselho Gestor. Portanto, não se promete a construção integral do campus nos próximos quatro anos, mas a preparação de uma etapa indispensável à sua viabilização. “A existência de um projeto estruturado e aprovado fortalece a capacidade da universidade de captar recursos e de incluir o Campus GV entre as prioridades de investimento, uma vez que dificilmente são destinados recursos expressivos a empreendimentos que ainda não possuem suficiente maturidade técnica”.
A comunidade acadêmica será informada de forma periódica e transparente sobre o andamento das metas estabelecidas. Assim como ocorreu no ciclo anterior, será criada uma página específica no site da Coordenação Administrativa, com apoio do Setor de Tecnologia da Informação, destinada à divulgação do Plano e ao acompanhamento público de suas metas. “A implantação desse mecanismo de transparência constitui, inclusive, uma das metas atribuídas ao próprio setor”, explica Grünewald.
O Comitê de Avaliação elaborará relatórios periódicos sobre a execução do Plano, indicando o estágio de cumprimento das metas, os resultados alcançados e eventuais atrasos ou impedimentos. “Quando uma meta não for cumprida no prazo previsto, deverão ser apresentadas as razões, as limitações encontradas e, quando cabível, as medidas corretivas ou a necessidade de reprogramação”, complementa o coordenador administrativo.
A divulgação também poderá ocorrer por meio de notícias produzidas pelo Setor de Comunicação e de informes apresentados ao Conselho Gestor e às demais instâncias competentes. Além disso, o acompanhamento realizado pelo setor responsável pela auditoria acrescentará uma camada de controle ao processo. O objetivo é permitir que a comunidade conheça não apenas os resultados positivos, mas também as dificuldades enfrentadas e as providências adotadas pela gestão.
“A existência de um Plano de Gestão representa um importante avanço na consolidação de uma administração responsável, transparente e orientada por resultados. O planejamento não deve ser visto como uma formalidade ou como um conjunto de promessas, mas como uma ferramenta capaz de transformar demandas da comunidade em prioridades, objetivos, responsabilidades e metas passíveis de acompanhamento”, destaca Grünewald.
Por fim, a gestão convida toda a comunidade acadêmica a acompanhar sua execução, participar dos processos de avaliação e contribuir, dentro das atribuições de cada unidade, para o alcance das metas.


