PIB cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026 — Insubornavel

PIB cresce 0,5% no segundo trimestre de 2026

Von Joao Carlos de Melo Miranda Rodrigues31/08/2026 às 15:383 Aufrufe
Agencia IBGE

Imagem do artigo

No segundo trimestre de 2026, o PIB cresceu 0,5% frente ao primeiro trimestre de 2026, na série com ajuste sazonal. Pela ótica da produção, destaca-se o crescimento da Agropecuária (2,8%), com Serviços (0,2%) e Indústria (0,1%) também mostrando variação positiva.

Período de comparação Indicadores
PIB AGRO INDUS SERV FBCF CONS. FAM CONS. GOV
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 0,5% 2,8% 0,1% 0,2% 1,2% -0,4% 0,4%
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior (sem ajuste sazonal) 2,0% 6,8% 1,5% 1,5% 1,4% 0,5% 3,1%
Acumulado em quatro trimestres / mesmo período do ano anterior (sem ajuste sazonal) 1,9% 6,2% 1,4% 1,7% -0,2% 0,9% 2,8%
Valores correntes no 2º trimestre (R$) 3.4 trilhões 204.6 bilhões 706.1 bilhões 2.0 trilhões 552.1 bilhões 2.1 trilhões 667.7 bilhões
Taxa de Investimento (FBCF/PIB) no 2º trimentre de 2026 = 16.1%
Taxa de Poupança (POUP/PIB) no 2º trimentre de 2026 = 16.6%

O PIB totalizou R$ 3,4 trilhões no segundo trimestre de 2026, sendo R$ 2,9 trilhões referentes ao Valor Adicionado a preços básicos e R$ 487,9 bilhões, aos Impostos sobre Produtos líquidos de Subsídios. No mesmo período, a taxa de investimento foi de 16,1% do PIB, abaixo dos 16,6% do segundo trimestre de 2025. Já a taxa de poupança foi de 16,6%, superando os 16,5% do mesmo trimestre de 2025.

Em relação ao 2º trimestre de 2025, o PIB avançou 2,0%, com crescimento na Agropecuária (6,8%), na Indústria (1,5%) e nos Serviços (1,5%).

Principais resultados do PIB - do 2º Trimestre de 2025 ao 2º Trimestre de 2026

Taxas (%) 2025.II 2025.III 2025.IV 2026.I 2026.II
Acumulado ao longo do ano / mesmo período do ano anterior 2,7 2,4 2,3 1,8 1,9
Últimos quatro trimestres / quatro trimestres imediatamente anteriores 3,3 2,7 2,3 2,0 1,9
Trimestre / mesmo trimestre do ano anterior 2,4 1,8 1,8 1,8 2,0
Trimestre / trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal) 0,4 0,1 0,2 1,1 0,5
fonte: IBGE, Diretoria de Pesquisas, Coordenação de Contas Nacionais

PIB cresce 0,5% ante o primeiro trimestre de 2026

O PIB cresceu 0,5% no segundo trimestre, frente ao primeiro trimestre de 2026, na série com ajuste sazonal. A Agropecuária cresceu 2,8% seguida de avanços de 0,2% nos Serviços e de 0,1% na Indústria.

O desempenho positivo na Indústria se deve ao crescimento de 3,4% nas Indústrias extrativas. Por outro lado, houve retração nas atividades de: Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%), Indústrias de transformação (-0,4%) e Construção (-0,4%).

Nos Serviços, apresentaram crescimento: Informação e comunicação (2,1%), Transporte, armazenagem e correio (1,1%) e Atividades imobiliárias (0,2%). Houve estabilidade no Comércio (0,0%) e nas Outras atividades de serviços (0,0%) e variação negativa na Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (-0,4%) e nas Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (-0,3%).

A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,2% assim como o Consumo do Governo (0,4%). Por outro lado, o Consumo das Famílias apresentou variação negativa (-0,4%) em relação ao primeiro trimestre.

No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços caíram (-0,8%), enquanto as Importações de Bens e Serviços subiram 1,8% em relação ao primeiro trimestre de 2026.

PIB cresce 2,0% frente ao 2º trimestre de 2025

Frente a igual período do ano anterior, o PIB cresceu 2,0% no segundo trimestre de 2026. O Valor Adicionado a preços básicos aumentou 1,9% e os Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios avançaram 2,5%.

A Agropecuária cresceu 6,8% em relação a igual período de 2025. Além de um bom desempenho da Pecuária, este resultado se deve, principalmente, a alguns produtos da lavoura que, segundo o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA/IBGE), divulgado no mês de agosto, têm safras significativas no segundo trimestre com crescimento na estimativa de produção anual e ganho de produtividade em culturas como soja (5,3%) e café (15,1%), que suplantaram o fraco desempenho do arroz (-11,3%), algodão (-6,7%) e milho (0,0%).

A Indústria cresceu 1,5%, tendo destaque as Indústrias extrativas, que avançaram 12,0% devido ao aumento na extração de petróleo e gás. A Construção também registrou crescimento (1,0%). Por outro lado, as atividades de Indústrias de transformação (-0,9%) e Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,5%) apresentaram queda.

O valor adicionado dos Serviços avançou 1,5%, ante o mesmo período do ano anterior, com resultado positivo em todos os setores: Informação e comunicação (8,4%), Atividades imobiliárias (2,2%), Transporte, armazenagem e correio (1,2%), Outras atividades de serviços (1,1%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,0%), Comércio (0,9%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,9%).

No segundo trimestre de 2026, o Consumo do governo cresceu 3,1%, enquanto o Consumo das famílias apresentou variação de 0,5% em relação ao segundo trimestre de 2025.

A Formação Bruta de Capital Fixo cresceu 1,4%. Esta alta foi puxada pelo aumento da importação de bens de capital e pelo desenvolvimento de software.

As Exportações de Bens e Serviços e as Importações de Bens e Serviços cresceram 3,8% e 5,5%, respectivamente. A expansão das exportações de bens é explicada, principalmente, pela extração mineral, agropecuária e produtos alimentícios. Os destaques na pauta de importações foram: veículos automotores, artigos de vestuário e materiais elétricos.

PIB acumula alta de 1,9% em quatro trimestres, frente aos quatro trimestres anteriores

O PIB acumulado nos quatro trimestres terminados em junho de 2026 cresceu 1,9% em relação aos quatro trimestres imediatamente anteriores. Esta taxa resultou das altas de 1,9% no Valor Adicionado a preços básicos e de 1,7% nos Impostos sobre Produtos Líquidos de Subsídios. O resultado do Valor Adicionado nesta comparação decorreu dos seguintes desempenhos: Agropecuária (6,2%), Indústria (1,4%) e Serviços (1,7%).

Entre as atividades industriais, as Indústrias extrativas (12,2%) e a Construção (0,3%) tiveram expansão. Já as atividades de Indústria de Transformação (-1,1%) e de Eletricidade, gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-0,6%) recuaram.

Por sua vez, os Serviços apresentaram resultados positivos em todas as atividades: Informação e comunicação (7,1%), Atividades imobiliárias (2,3%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (2,2%), Transporte, armazenagem e correio (2,0%), Outras atividades de serviços (1,7%), Comércio (0,8%) e Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (0,8%).

Na análise da despesa, a Despesa de Consumo das Famílias e a Despesa de Consumo do Governo cresceram de 0,9% e 2,8%, respectivamente. A Formação Bruta de Capital Fixo (-0,2%) recuou após uma sequência de altas nos últimos trimestres. No setor externo, as Exportações de Bens e Serviços apresentaram alta de 8,0%, enquanto as Importações de Bens e Serviços avançaram 2,1%.

No semestre, PIB cresce 1,9% frente ao mesmo período de 2025

No 1º semestre de 2026, o PIB cresceu 1,9% frete a igual período de 2025, com desempenho positivo na Agropecuária (3,6%), Indústria (1,6%) e nos Serviços (1,8%).

Entre as atividades industriais, as Indústrias Extrativas (12,5%) e a Construção (1,1%) cresceram, enquanto Eletricidade e gás, água, esgoto, atividades de gestão de resíduos (-1,1%) e as Indústrias de Transformação (-0,9%) recuaram.

Nos Serviços houve expansão de Informação e comunicação (8,0%), Atividades imobiliárias (2,6%), Atividades financeiras, de seguros e serviços relacionados (1,9%), Outras atividades de serviços (1,7%), Comércio (1,0%), Administração, defesa, saúde e educação públicas e seguridade social (1,0%) e Transporte, armazenagem e correio (0,9%).

Na análise da demanda interna, considerando a comparação semestral, houve aumento de 1,1% na Despesa de Consumo das Famílias e 2,9% na Despesa de Consumo do Governo. A Formação Bruta de Capital Fixo apresentou estabilidade (0,0%). No setor externo, houve crescimento tanto nas Exportações (5,5%) quanto nas Importações (3,4%) de Bens e Serviços.

Quelle
Agencia IBGE
Original öffnen ↗
War diese Nachricht nützlich?

Debatten 0

Seien Sie der Erste, der zur Debatte beiträgt.

Teilen Sie Ihre Informationen und fördern Sie Ihr Argument

Zögern Sie nicht, nützliche Informationen zu veröffentlichen.

Um an der Diskussion teilzunehmen, melden Sie sich an oder erstellen Sie ein kostenloses Konto.