"A gente vê dois níveis [de análise]: Trump vai continuar fazendo ameaças e tentando usar estratégias de pressão, e o outro é a negociação de fato que vai ocorrer do ponto de vista mais técnico. Então, acho que essa vai ser a lógica desse processo, e a tendência é o Canadá buscar outros parceiros e tentar se afastar ainda mais dos EUA", disse.
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"O Canadá entra em uma fase mais difícil, porque outros países já tinham feito a diversificação, e o Canadá vai começar agora a fazer sua diversificação. Então, eles já começaram e tiveram um efeito positivo, ampliaram os números de parceiros, mas ainda têm uma dependência que é muito grande dos Estados Unidos", comenta.
Ações dos EUA acentuam o nacionalismo canadense
"[Essa situação] tem gerado um alto nacionalismo canadense devido a uma ameaça constante à soberania, Trump vem dizendo que vai anexar e que vai transformar o Canadá em um país, um Estado americano. O outro [ponto de tensão] é colocar em xeque um dos pontos mais importantes da cultura canadense, que é ser bilíngue", destaca.
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"No final do governo Trudeau, a posição americana passou a ser mais agressiva, porque também os Estados Unidos nunca tinham colocado aqui uma anexação do Canadá. Então a reação começou a ser uma reação de mais de confrontação, mesmo assim, tentando estabelecer canais de negociação [entre os países]", observa.
'Amizade' histórica entre os vizinhos está no passado
"Se a gente pensar em termos do que foi a globalização, o Canadá e os Estados Unidos eram a expressão dessa maior integração e de como, para além do comércio, como as políticas eram feitas bastante em conjunto. Muitos até falavam que era quase a extensão americana", conclui.
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