Irã ataca bases no Kuwait e Emirados Árabes como retaliação a ‘crime de guerra’ dos EUA — Insubornavel

Irã ataca bases no Kuwait e Emirados Árabes como retaliação a ‘crime de guerra’ dos EUA

03/09/2026 às 13:5112 skoðanir
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi
O ministro das Relações Exteriores iraniano, Abbas Araghchi
Brasil de Fato

O Irã confirmou na última quarta-feira (2) o ataque feito a bases dos Estados Unidos no Kuwait e nos Emirados Árabes Unidos, classificando-o como retaliação a baixas anteriores sofridas por suas forças armadas. Teerã ainda disse que uma eventual resposta a novos ataques “será dura e destrutiva” e que vai continuar “até a vitória final”.

Ainda segundo o Irã, o ataque às bases estadunidenses foi feito “em resposta aos crimes dos Estados Unidos contra o povo iraniano”. No marco da escalada dos últimos dias, Teerã acusa os Estados Unidos de atacarem uma residência que sediava uma cerimônia de casamento em Kuhestak, no condado de Sirik, na província de Hormozgan, matando cinco civis e ferindo mais de 70 pessoas. Entre os mortos, havia uma criança. Os EUA, porém, negam. 

Nas ações contra aliados dos EUA, o Irã afirma ter atacado sistemas de comunicação satélite, depósitos de equipamentos e hangares de caças na base aérea de Ahmad Al-Jaber, no Kuwait. Já nos Emirados Árabes Unidos, os ataques foram feitos a posições de tropas e sistemas de radar na base aérea de Al Minhad. 

O Irã lançou mão de mísseis e drones contra as instalações militares estadunidenses nos países árabes. Em comunicado, o exército iraniano descreveu a base de Ahmed al-Jaber como um importante centro de logística e apoio para as forças dos Estados Unidos no oeste da Ásia. Já a base de Al Minhad, segundo o Irã, funciona como um importante centro de apoio aéreo e transporte de forças estrangeiras.

No Kuwait, o Ministério das Relações Exteriores do país condenou a ação iraniana, descrevendo-a como violação de soberania. “A continuidade desses ataques descarados reflete uma abordagem hostil e constitui uma escalada perigosa que ameaça a segurança e a estabilidade da região”, disse a pasta. 

Diante do quadro agravado, a Organização das Nações Unidas (ONU) entrou em cena para manifestar preocupação com os novos ataques entre EUA e Irã. “Posso afirmar que o secretário-geral [António Guterres] está profundamente preocupado com a retomada da troca de tiros durante a noite entre os Estados Unidos e a República Islâmica do Irã. O secretário-geral está alarmado com as notícias de vítimas civis, incluindo um ataque que teria atingido uma cerimônia de casamento no Irã”, comentou o porta-voz da ONU, Stephane Dujarric, em coletiva de imprensa. 

Enquanto isso, o embaixador permanente do Irã nas Nações Unidas, Gholamhossein Darzi, classificou o ataque atribuído aos EUA à casa em que era realizado o casamento como “crime de guerra”. 

Chamando a ação de “crime hediondo e horripilante”, Darzi mencionou, em carta endereçada a Guterres, que o fato “constitui uma violação grave e flagrante das normas fundamentais do direito internacional humanitário e, dadas as circunstâncias do ataque, configura um crime de guerra”.

Heimild
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