Insubornavel

🔒 Canal de Denúncia Anônima

O seu IP não foi registado. Esta denúncia é tratada com sigilo absoluto.

O que é um whistleblower?

Whistleblower — em português, informante ou denunciante — é quem revela, a partir de dentro de uma organização, informações sobre condutas ilegais, antiéticas ou prejudiciais ao interesse público. A palavra vem do inglês to blow the whistle: apitar para chamar atenção a uma irregularidade, como um árbitro que para o jogo.

Alguns dos maiores marcos da imprensa livre dependeram de fontes anônimas. Daniel Ellsberg vazou os Pentagon Papers (1971), revelando que o governo dos EUA escondia a verdade sobre a Guerra do Vietnã. Mark Felt, o "Garganta Profunda", guiou o Washington Post no escândalo Watergate (1972–74). Edward Snowden expôs em 2013 o programa de vigilância em massa da NSA (National Security Agency — Agência de Segurança Nacional dos EUA). Esses nomes só se tornaram públicos anos depois — ou nunca. O anonimato foi o que os protegeu.

Por que o anonimato vai além do nome?

Revelar a sua identidade não exige assinar o nome. Dados aparentemente inocentes formam um perfil único: Endereço IP — identifica o dispositivo e a localização aproximada; mesmo que nunca publicado, uma ordem judicial pode forçar o servidor a entregá-lo — por isso este canal não o regista. Horário de envio — se você é uma das três pessoas com acesso a um documento e envia às 23h42, registos internos podem circunscrever o suspeito a você. Metadados de ficheiros — documentos Word, PDF e imagens têm informação oculta: autor, computador, data e, em fotos, coordenadas GPS. Impressão digital de escrita — padrões de vocabulário podem identificar um autor; descreva os factos com objetividade. Detalhes exclusivos — se escrever algo que só quem estava presente poderia saber, está implicitamente revelando quem é.

Como se proteger: guia prático
  • Use o Tor Browser — O Tor Browser (gratuito) oculta o seu IP roteando a ligação por três nós cifrados em países diferentes. É a ferramenta recomendada por jornalistas de segurança em todo o mundo. Evite aceder a outras contas enquanto usa o Tor.
  • Use Wi-Fi público — Se não usar o Tor, aceda a partir de um café, biblioteca ou outro local com Wi-Fi aberto. Nunca use a rede doméstica ou do trabalho, que estão associadas à sua identidade.
  • Não use dispositivos ou contas do trabalho — Computadores e telemóveis corporativos podem ter software de monitorização. Use um dispositivo pessoal não associado ao seu empregador ou à organização denunciada.
  • Remova os metadados dos ficheiros — Antes de anexar documentos ou imagens, elimine os metadados com MAT2 (Linux/Mac) ou ExifTool. No Word: Ficheiro → Inspecionar Documento. Em PDF: use "Imprimir para PDF" para criar uma cópia limpa.
  • Evite detalhes que só você poderia saber — Não mencione conversas privadas de que foi o único testemunho, horários exatos de reuniões a que só você assistiu, ou outros factos que circunscrevem o universo de possíveis fontes a uma só pessoa.
  • Aprofunde o seu conhecimento — A EFF (Electronic Frontier Foundation — organização de direitos digitais) mantém o guia Surveillance Self-Defense, com instruções detalhadas para jornalistas e fontes. Muito recomendado.
O que este canal protege — e o que não protege
O que este canal faz: Não regista o seu IP. Não exige conta. Gera um código de acompanhamento anónimo. O conteúdo da denúncia é visível apenas pela equipa editorial.
O que este canal não faz: Não protege contra detalhes identificadores no próprio texto. Não cifra o trânsito sem Tor/HTTPS. Não remove metadados de ficheiros anexados. Não o protege de monitorização no seu próprio dispositivo ou rede.
Proteção legal e jornalística

⚠ Não inclua nome, e-mail ou qualquer dado identificável no texto.

Até 5 arquivos. Os metadados (EXIF/GPS, dados do dispositivo) são removidos automaticamente no envio.

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